Governo federal lança programa de R$ 11 bilhões para combater crime organizado com foco no Rio de Janeiro
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, anunciou o programa 'Brasil Contra o Crime Organizado', com investimento de R$ 11 bilhões para enfrentar organizações criminosas no país. O Rio de Janeiro foi destacado como prioridade, com medidas que incluem reforço em presídios, bloqueio de comunicações ilegais e aumento da taxa de esclarecimento de homicídios. O plano será estruturado em quatro eixos principais e prevê parcerias com governos estaduais.
Detalhes do programa e prioridades
O programa 'Brasil Contra o Crime Organizado' foi apresentado durante o seminário 'Diálogos sobre Segurança Pública', realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Com um investimento total de R$ 11 bilhões, a iniciativa visa combater estruturalmente as organizações criminosas em todo o território nacional, com atenção especial ao estado fluminense. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou que o plano será dividido em quatro eixos: asfixia financeira das facções, implantação de segurança máxima em presídios, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas. Entre as ações concretas, está o reforço da segurança em 138 unidades prisionais, com a adoção de medidas similares às dos presídios federais, como a instalação de kits tecnológicos para bloquear comunicações ilegais e a capacitação de agentes penitenciários.
Encontro com autoridades e próximos passos
Após o anúncio, o ministro da Justiça se reuniu com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para discutir ações conjuntas na área de segurança pública. O evento contou com a participação de representantes do governo federal, autoridades estaduais e especialistas, que debateram estratégias de combate ao crime organizado, o uso de tecnologia e políticas públicas para o setor. Lima e Silva reforçou que o Rio de Janeiro é uma das capitais prioritárias do programa e que as medidas visam impedir que lideranças criminosas continuem atuando de dentro dos presídios.