Jogadores da Copa do Mundo 2026 adotam técnica de 'bochecho de carboidrato' para melhorar desempenho
Vídeos de jogadores cuspindo líquidos durante a Copa do Mundo 2026 viralizaram nas redes sociais, levantando teorias sobre o hábito. Especialistas explicam que a prática, conhecida como 'bochecho de carboidrato', engana o cérebro para reduzir a percepção de esforço e melhorar o desempenho em atividades de alta intensidade, sem fornecer calorias adicionais ao corpo.
O que é o 'bochecho de carboidrato'?
A técnica consiste em manter uma solução rica em carboidrato na boca por alguns segundos e cuspi-la em seguida, sem engolir. Segundo Fernando Valente, coordenador do Departamento de Educação em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e diretor do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), receptores na cavidade bucal identificam a presença do carboidrato e enviam sinais ao sistema nervoso central. Isso estimula áreas cerebrais ligadas à tomada de decisão, controle motor e funções executivas, como o córtex pré-frontal, reduzindo a percepção de esforço durante exercícios intensos.
Efeitos e limitações da técnica
Embora o 'bochecho de carboidrato' possa proporcionar uma leve melhora no desempenho cognitivo e físico, o especialista destaca que o método não fornece calorias adicionais ao organismo. 'Não há ingestão, não há digestão', reforça Valente. A prática é comum não apenas no futebol, mas também entre artistas em apresentações longas, que a utilizam de forma discreta para manter o foco e a energia.