ONU acusa Israel de estupro e abuso sexual sistemático contra palestinos em prisões
A ONU divulgou relatório detalhando casos de estupro, abuso sexual e violência física contra palestinos detidos em prisões israelenses durante 2025. O documento aponta padrões de violações cometidas por forças de segurança de Israel, incluindo estupro coletivo, nudez forçada e ameaças de violência sexual, com 31 casos verificados.
Detalhes do relatório da ONU
O relatório das Nações Unidas, referente a 2025, documenta 31 casos verificados de violência sexual contra palestinos detidos em prisões israelenses, incluindo 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina. As violações incluem estupro com uso de objetos, estupro coletivo, violência física contra genitais, disparos direcionados aos genitais, revistas íntimas sem justificativa de segurança, nudez forçada e ameaças de estupro. Os abusos ocorreram em locais como o campo militar de Sde Teiman, centros de detenção de Etzion e prisões como Megido, Ofer, Ramla, Hasharon, Shatta, Nafha e Damon, além de postos de controle militar e durante incursões na Cisjordânia e Gaza. Membros das Forças Armadas, serviço penitenciário e unidades especiais da polícia de Israel foram identificados como responsáveis.
Contexto e padrões de violência
O documento da ONU destaca que os casos comprovados indicam um padrão sistemático de violência sexual prolongada. A maioria dos abusos envolveu múltiplas formas de violência simultâneas, e alguns foram fotografados ou gravados. Jornalistas e defensores dos direitos humanos também figuram entre as vítimas. O relatório reforça que as violações não se limitaram a 2025, com registros de casos semelhantes datando de 2023 e 2024.