Ansiedade em ligações telefônicas atinge jovens profissionais e preocupa especialista
A coach de comunicação Mary Jane Copps, conhecida como 'The Phone Lady', alerta que a ansiedade em realizar ligações telefônicas é um problema crescente entre jovens no mercado de trabalho. Segundo Copps, a falta de prática em diálogos espontâneos e a incerteza sobre o que esperar das conversas são os principais fatores. Executivos reconhecem a importância da comunicação, mas não investem em treinamento adequado.
Incerteza e falta de prática agravam o problema
Mary Jane Copps, coach de comunicação com duas décadas de experiência, afirmou que a ansiedade em ligações telefônicas é especialmente prevalente entre jovens profissionais. Segundo ela, muitos desses trabalhadores não têm prática suficiente em lidar com diálogos espontâneos e imprevisíveis. 'As pessoas não têm medo de falar. Elas têm medo de não saber o que acontecerá depois de dizerem 'alô'', explicou Copps. Ela destacou que a incerteza é um dos maiores desafios, pois as conversas por telefone exigem improviso e pensamento rápido, ao contrário de mensagens de texto ou e-mails, que permitem edição e resposta no próprio tempo.
Traumas e experiências pessoais influenciam a ansiedade
Copps relatou casos em que traumas pessoais contribuem para a aversão a ligações telefônicas. Um exemplo citado foi o de um homem que cresceu em uma família com dificuldades financeiras. Para ele, o toque do telefone estava associado a cobranças e problemas, o que gerou uma aversão duradoura. 'Isso é algo que ouço repetidamente. As pessoas associam o telefone a situações negativas', afirmou a coach. Ela também observou que, embora executivos reconheçam a importância da comunicação eficaz, muitas empresas não investem em treinamento para desenvolver essas habilidades em seus funcionários.