Quinze trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em Itamaracá (PE)
Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 15 trabalhadores, incluindo 12 mulheres e 3 homens, em condições degradantes em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife. Os trabalhadores eram submetidos a alojamentos improvisados, falta de higiene e privacidade, além de condições insalubres de moradia e alimentação.
Condições degradantes e irregularidades
Os trabalhadores, a maioria proveniente de Rio Formoso (PE), foram encontrados em um alojamento que servia simultaneamente como dormitório, refeitório e depósito. Não havia separação entre dormitórios femininos e masculinos, e os banheiros eram insuficientes, com um deles localizado na área externa do imóvel. Os auditores fiscais constataram que os trabalhadores dormiam em colchões no chão ou improvisavam camas com carretéis de fibra óptica. Utensílios de cozinha também eram apoiados nos mesmos carretéis, já que não havia mesas ou balcões apropriados. O local, que chegava a abrigar cerca de 40 pessoas, não oferecia armários ou espaços para armazenamento de pertences pessoais.
Setor de atuação e fiscalização
A empresa investigada atua no setor de telecomunicações, especificamente na instalação de redes de fibra óptica. A operação dos auditores fiscais do trabalho teve início em 29 de abril de 2026 e foi concluída nesta quarta-feira (6). Os trabalhadores resgatados estavam expostos a condições que violam normas básicas de segurança, higiene e dignidade humana, caracterizando trabalho análogo à escravidão.