Crise migratória em Ceuta atinge pico inédito com 72 mil imigrantes em um dia; 100 mortos na travessia
A cidade autônoma espanhola de Ceuta registrou a entrada de 72 mil imigrantes em 30 de julho de 2026, um recorde histórico que superou o total de travessias irregulares nas seis principais rotas da União Europeia no primeiro semestre do ano. Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia pelo Mar Mediterrâneo. O governo espanhol classificou o episódio como inédito e reforçou a presença militar na região, enquanto investiga possível conivência do Marrocos com a mobilização.
Contexto e números da crise
A chegada de 72 mil imigrantes a Ceuta em um único dia (30 de julho de 2026) marcou um ponto crítico na crise migratória europeia. Segundo dados do governo espanhol, 70 mil dessas pessoas já deixaram a cidade, retornando ao Marrocos sob escolta policial. O episódio resultou em pelo menos 100 mortes durante a travessia pelo Mar Mediterrâneo, conforme registros oficiais. O número de entradas em Ceuta superou o total de travessias irregulares nas seis principais rotas monitoradas pela União Europeia no primeiro semestre de 2026, destacando a magnitude do evento.
Rotas migratórias e tragédias no Mediterrâneo
A União Europeia monitora seis rotas principais de imigração irregular, sendo a do Mediterrâneo Central a mais movimentada. Neste ano, cerca de 1.300 pessoas morreram no mar durante tentativas de travessia. A rota envolve partidas da costa norte da África, com destino a países como Itália. Apesar da queda geral nas entradas irregulares em 2026, as travessias continuam sendo palco de tragédias, com alto risco de afogamentos e condições precárias nos barcos utilizados pelos imigrantes.
Resposta das autoridades e investigações
O governo espanhol classificou a entrada massiva de imigrantes em Ceuta como um evento inédito e reforçou a presença militar na região. O Centro Nacional de Inteligência da Espanha investiga a possibilidade de conivência do Marrocos com a mobilização, que teria sido convocada por meio de redes sociais. A crise reacendeu debates sobre políticas migratórias na Europa, especialmente em relação ao controle de fronteiras e à cooperação com países de origem e trânsito dos imigrantes.