Correios enfrentam prejuízo recorde em 2026 e dependem de aporte bilionário da União
Os Correios devem registrar elevado prejuízo em 2026, apesar de medidas de restruturação como redução de custos, demissões voluntárias e reajuste tarifário. O governo federal admite a necessidade de um aporte de capital da União até 2027, previsto em contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado em 2025. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou captação adicional de R$ 8 bilhões em empréstimos com garantias da União.
Plano de restruturação e medidas emergenciais
O governo federal detalhou no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 que os Correios implementaram um plano de restruturação financeira, incluindo redução de custos, saneamento dos planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária e alienação de imóveis ociosos. Apesar dessas ações, a estatal deve continuar operando com prejuízo significativo em 2026. A ministra da Gestão, Esther Dweck, confirmou que um aporte de capital da União está previsto no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, assinado em dezembro de 2025 com um consórcio de bancos.
Déficit histórico das estatais e impacto dos Correios
As estatais federais registraram um déficit de R$ 5,13 bilhões em 2025, o segundo pior resultado da história. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), 95% desse rombo foi causado por apenas quatro empresas, com os Correios sendo o principal contribuinte. Em fevereiro de 2026, o CMN ampliou o limite de captação de empréstimos dos Correios para R$ 8 bilhões, reforçando a dependência da estatal de recursos públicos para equilibrar suas finanças.