Cães de apoio se tornam aliados no tratamento de crianças em hospitais pediátricos nos EUA
Hospitais infantis nos Estados Unidos têm adotado cães de apoio em tempo integral para auxiliar na recuperação de crianças. Esses animais, treinados para atuar ao lado de equipes médicas, ajudam a reduzir o estresse, melhorar o bem-estar emocional e facilitar procedimentos invasivos. Pesquisas indicam benefícios físicos, como redução da pressão arterial e dos níveis de cortisol, além de proporcionar conforto em ambientes hospitalares.
Expansão dos programas de cães de apoio
A prática de incorporar cães de apoio em hospitais pediátricos tem crescido nos últimos anos nos Estados Unidos. Diferentemente dos cães de terapia, que realizam visitas ocasionais, esses animais são treinados para atuar diariamente ao lado de equipes médicas. Segundo Kerri Rodriguez, diretora do Laboratório de Vínculo Humano-Animal da Universidade do Arizona, interações breves com esses cães podem reduzir sinais de estresse, como pressão arterial elevada e níveis de cortisol, além de melhorar o bem-estar geral das crianças. Não há um levantamento oficial sobre o número de cães atuando nesses programas, mas especialistas relatam uma expansão acelerada da prática.
Benefícios emocionais e físicos
Crianças internadas em hospitais pediátricos enfrentam desafios emocionais e físicos, como longos períodos de internação e procedimentos invasivos. Os cães de apoio ajudam a proporcionar um ambiente mais acolhedor e menos estressante. Em um exemplo citado, um menino de 5 anos, preso a fios e tubos, conseguiu se levantar da cadeira de rodas para brincar com uma labradora, algo que não fazia há mais de um mês. Especialistas destacam que esses animais oferecem um senso de normalidade e conforto, essenciais para a recuperação dos pacientes.