Flávio Bolsonaro pede intervenção de Trump para adiar tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro enviou uma carta aos Estados Unidos solicitando o adiamento por 180 dias da aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, previstas após investigação da 'Seção 301'. A medida, que entraria em vigor antes das eleições no Brasil, foi criticada por Bolsonaro sob a alegação de que beneficiaria o atual governo. O Ministério das Relações Exteriores também apresentou defesa contra as acusações de práticas desleais, citando o Pix e o comércio na 25 de Março como alvos da investigação americana.
Investigação dos EUA e ameaça de tarifas
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos concluiu, por meio da investigação da 'Seção 301', que o Brasil mantém práticas desleais na economia. Os casos citados incluem o sistema de pagamentos Pix e o centro comercial 25 de Março, em São Paulo. Como resultado, os EUA ameaçam aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil enviou um documento ao governo americano para defender os interesses nacionais e buscar uma solução negociada.
Pedido de Flávio Bolsonaro e reações
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, enviou uma carta aos Estados Unidos propondo o adiamento da aplicação das tarifas por 180 dias, ou seja, para após as eleições brasileiras. Ele argumentou que a medida daria vantagem política ao atual governo. Além disso, Bolsonaro participou de uma audiência pública nos EUA para discutir o tema. O cientista político Guilherme Casarões, professor da Florida International University, classificou o pedido como uma 'diplomacia paralela' que pode gerar ruídos nas negociações oficiais entre os países. Casarões destacou que as propostas de Bolsonaro incluem limitações ao Pix e à participação do Brasil no Mercosul.
Posicionamento do governo brasileiro
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, defendeu que o Pix não prejudica os interesses americanos e pediu 'racionalidade' na decisão dos EUA sobre as tarifas. A posição oficial busca evitar a aplicação das taxas, que poderiam impactar significativamente a economia brasileira.