Baratas Blaptica dubia Demonstraram Capacidade de Degradar Poliestireno em Estudo
Um novo estudo indica que a barata Blaptica dubia pode degradar eficientemente o poliestireno, um plástico de difícil decomposição. As baratas eliminaram 55% do material ingerido em 42 dias através de degradação química real, não apenas fragmentação. Este processo envolve a integração do organismo com seu microbioma intestinal, onde bactérias especializadas quebram o plástico, e o metabolismo da barata converte os subprodutos em energia.
Degradação Química de Poliestireno por Blaptica dubia
Pesquisadores identificaram que a barata Blaptica dubia é capaz de degradar poliestireno, um dos plásticos mais desafiadores em termos de degradação ambiental. O estudo revelou que o inseto elimina cerca de 55% do poliestireno ingerido em um período de 42 dias. O processo observado vai além da simples fragmentação do material, configurando uma degradação química real. Houve redução no tamanho das cadeias poliméricas e alterações estruturais, como oxidação e quebra de ligações químicas, no material. A eficiência do processo está ligada à integração entre o organismo da barata e seu microbioma intestinal. Bactérias presentes no intestino iniciam a quebra do plástico em compostos menores. Posteriormente, o metabolismo da barata absorve esses subprodutos e os converte em energia por meio de vias bioquímicas, como o ciclo do ácido tricarboxílico. Assim, o plástico funciona como uma fonte de carbono utilizável. A pesquisa também observou mudanças na composição do microbioma das baratas expostas ao poliestireno, com um aumento em bactérias associadas à degradação de compostos.