Venezuela comemora 20 anos da Lei Orgânica dos Conselhos Comunais e convoca peregrinação contra sanções
A Venezuela celebrou o vigésimo aniversário da Lei Orgânica dos Conselhos Comunais, modelo de democracia direta criado por Hugo Chávez em 2006. O país conta atualmente com 5.336 comunas ativas e planeja alcançar 6 mil em breve. O vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, defendeu o modelo e criticou setores da oposição que tentaram anulá-lo. A presidente interina, Delcy Rodríguez, convocou uma "grande peregrinação nacional" contra as medidas coercitivas unilaterais.
Aniversário da Lei Orgânica dos Conselhos Comunais
Em 9 de abril de 2026, Caracas sediou uma mobilização liderada por Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), para comemorar os 20 anos da Lei Orgânica dos Conselhos Comunais. Cabello destacou a iniciativa do ex-presidente Hugo Chávez em 2006, que estabeleceu unidades de autogestão comunitária. Atualmente, a Venezuela possui 5.336 comunas ativas e tem como meta atingir 6 mil em breve. Cabello lembrou que a oposição tentou anular a lei via Supremo Tribunal de Justiça após sua aprovação. Ele comparou essa ação com os pedidos atuais por sanções e bloqueios, afirmando que a Revolução Bolivariana é a única garantia de paz e estabilidade frente a desestabilizações externas. Sob a diretriz "comuna ou nada", o presidente Nicolás Maduro tem intensificado a alocação direta de recursos às comunidades para que determinem suas prioridades de desenvolvimento e segurança. Cabello alertou contra a criação de divisões nas estruturas revolucionárias e reafirmou que o Palácio de Miraflores permanecerá pertencente ao povo, com a emergência de novas lideranças entre os jovens.
Peregrinação Nacional contra Sanções
Na quarta-feira anterior à celebração, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou a população para uma "grande peregrinação nacional" a partir de 19 de abril, com início em todos os cantos do país. O objetivo é exigir o fim das medidas coercitivas unilaterais. O ato deve culminar em Caracas em 1º de maio, Dia do Trabalho, como demonstração de unidade popular diante da pressão internacional.