CEO da JetBlue alerta sobre passageiros que solicitam cadeiras de rodas para furar filas em aeroportos
A CEO da JetBlue, Joanna Geraghty, revelou que passageiros sem deficiência estão solicitando cadeiras de rodas para furar filas em aeroportos, um fenômeno conhecido como 'voos milagrosos'. A prática, que explora leis de acessibilidade, dificulta o atendimento a pessoas com necessidades reais e levanta debates sobre como regulamentar o uso desses serviços sem discriminar passageiros com deficiências invisíveis.
Fenômeno dos 'voos milagrosos'
Durante entrevista à rádio pública WBUR de Boston, Joanna Geraghty, CEO da JetBlue, destacou que passageiros sem deficiência têm solicitado cadeiras de rodas para evitar filas em aeroportos. Segundo ela, alguns voos chegam a registrar entre 23 e 25 solicitações de cadeiras de rodas, muitas delas sem justificativa legítima. O fenômeno, chamado de 'voos milagrosos' (ou 'miracle flights'), explora a obrigatoriedade legal das companhias aéreas de fornecer assistência a passageiros que solicitam auxílio para locomoção, independentemente de a deficiência ser visível ou permanente.
Desafios para regulamentação
Geraghty afirmou que a situação é complexa, tanto do ponto de vista político quanto humano, pois não há mecanismos claros para verificar a legitimidade das solicitações. As companhias aéreas são proibidas de questionar os passageiros além de detalhes logísticos, como o tipo de assistência necessária. A prática prejudica pessoas com deficiências reais, que enfrentam atrasos e dificuldades adicionais devido à alta demanda por cadeiras de rodas. Especialistas alertam que qualquer tentativa de restringir o acesso a esses serviços pode resultar em discriminação contra passageiros com deficiências não visíveis.