Dólar ultrapassa R$ 5,01 em meio a tensões no Oriente Médio e incertezas globais
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (24), cotado a R$ 5,0109, refletindo a cautela dos investidores diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa, por sua vez, inicia o dia com queda acumulada de 2,23% na semana. O governo brasileiro anunciou projeto para converter ganhos extraordinários com petróleo em cortes tributários sobre combustíveis, enquanto o Banco Central registrou déficit de US$ 6 bilhões em conta corrente em março.
Contexto e impactos no mercado
O dólar registrou alta de 0,17% na abertura desta sexta-feira (24), cotado a R$ 5,0109, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumula queda de 2,23% na semana. A valorização da moeda americana ocorre em um cenário de incertezas globais, especialmente devido ao prolongamento das tensões no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que um acordo com o Irã só será fechado quando os termos forem considerados 'apropriados e benéficos' para os interesses americanos, reforçando a cautela dos investidores. No Brasil, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para transformar ganhos extraordinários com a alta do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis. O Banco Central também divulgou que o país registrou um déficit em conta corrente de US$ 6 bilhões em março, conforme a Nota à Imprensa do Setor Externo.
Indicadores econômicos e projeções
O dólar acumula alta de 0,39% na semana, mas ainda apresenta queda de 3,40% no mês e 8,85% no ano. O Ibovespa, por sua vez, registra alta de 2,08% no mês e 18,78% no ano, apesar da queda semanal. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre EUA e Irã, têm mantido os preços do petróleo em patamares elevados, o que pode impactar a inflação global e as políticas monetárias dos países. Além disso, os Estados Unidos divulgaram o índice de confiança do consumidor da University of Michigan, um dos principais indicadores sobre o sentimento das famílias no país. No cenário doméstico, o governo brasileiro busca mitigar os efeitos da alta dos combustíveis com medidas tributárias, enquanto o déficit em conta corrente reforça a necessidade de ajustes na balança comercial.