Operação Khalas prende auditor fiscal da Sefaz-BA por sonegação de R$ 400 milhões e ligação com PCC
Uma operação conjunta deflagrada na Bahia prendeu um auditor fiscal da Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC) da Sefaz-BA, suspeito de sonegar R$ 400 milhões em esquema de adulteração de combustíveis. O grupo criminoso, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), lavava dinheiro por meio de postos de combustíveis e empresas de transporte. Mais de 100 milhões de litros de combustível podem ter sido adulterados entre 2023 e 2026.
Delação de empresários foragidos desencadeia operação
A operação foi baseada em delação dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como 'Beto Louco', e Mohamad Hussein Mourad, o 'Primo', ambos foragidos. Eles apresentaram provas que apontam o pagamento de propina de R$ 400 milhões a políticos e autoridades. Embora tenham tentado acordos com os Ministérios Públicos de São Paulo e do Piauí, apenas o MP-BA considerou as provas robustas o suficiente para prosseguir com a investigação. A assessoria do MP-BA, no entanto, afirmou não ter conhecimento prévio do acordo até a deflagração da operação.
Esquema criminoso e ligação com o PCC
O grupo investigado adulterava combustíveis e atuava como braço financeiro e logístico do PCC. Uma refinaria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, está sob investigação. Além da adulteração, o esquema envolvia lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis e empresas de transporte. O auditor fiscal preso, Olavo José Gouveia Oliva, trabalhava na COPEC e teve R$ 250 mil apreendidos em sua posse. A Sefaz-BA informou que está acompanhando as apurações e participando das investigações.
Mandados cumpridos e próximos passos
A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em quatro cidades da Bahia. Além da prisão do auditor fiscal, outras duas pessoas foram detidas. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema de sonegação e lavagem de dinheiro, bem como a extensão dos vínculos com o PCC.