Ex-padre é condenado a quase 19 anos de prisão por estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil no RS
A Justiça do Rio Grande do Sul condenou Diego da Silva Correa, 44 anos, ex-padre de Guaíba, a 18 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. A vítima, uma menina de 9 anos, foi abusada na casa paroquial entre maio e agosto de 2024.
Detalhes da condenação e provas
A sentença foi proferida pela juíza Andreia da Silveira Machado, da 1ª Vara Criminal de Guaíba. A magistrada destacou que a palavra da vítima, aliada a laudos periciais e depoimentos, foi fundamental para a condenação. A defesa argumentou fragilidade na narrativa da criança, mas a juíza rebateu, afirmando que a dinâmica dos crimes sexuais contra crianças frequentemente envolve revelações graduais e fragmentadas. A condenação também considerou o agravante de o réu ter se aproveitado de sua posição como sacerdote e da confiança da comunidade para cometer os abusos.
Circunstâncias do crime
Diego da Silva Correa foi preso preventivamente em dezembro de 2024, após ter sido detido em flagrante em novembro do mesmo ano. Na ocasião, a polícia encontrou pendrives com material de abuso sexual infantojuvenil. Ele foi solto em audiência de custódia, mas voltou a ser preso posteriormente. Segundo a denúncia, o ex-padre utilizou o contexto das enchentes de 2024 para se aproximar da vítima e criar um vínculo de confiança. A juíza ressaltou que não é compatível com padrões institucionais um sacerdote manter relação de intimidade com uma criança desacompanhada em ambiente residencial.