Colômbia vai às urnas com cenário eleitoral polarizado e possibilidade de virada histórica
As eleições presidenciais na Colômbia ocorrem em clima de polarização, com o candidato progressista Ivan Cepeda, do Pacto Histórico, obtendo 40,9% dos votos no primeiro turno. A direita, representada por Abelardo de la Espriella, alcançou 43,7%. A matemática eleitoral sugere possibilidade de virada, inspirada na vitória de Gustavo Petro em 2022, quando o aumento da participação e a migração de eleitores foram decisivos.
Cenário eleitoral e comparação com 2022
Nas eleições presidenciais de 2022, Gustavo Petro, do Pacto Histórico, obteve 40,3% dos votos no primeiro turno, enquanto a direita, dividida entre Rodolfo Hernandez (28,2%) e Fico Gutiérrez (23,9%), somou 52,1%. No segundo turno, Petro venceu com 50,4% dos votos, contra 47,3% de Hernandez, após um aumento na participação eleitoral e a migração de cerca de 500 mil eleitores da direita para a esquerda. Em 2026, Ivan Cepeda, também do Pacto Histórico, conquistou 40,9% dos votos no primeiro turno, enquanto Abelardo de la Espriella, da direita, obteve 43,7%. A soma dos votos progressistas, incluindo Cepeda, Sergio Fajardo (4,3%), Claudia López (1%) e Raul Botero (0,9%), totaliza 47,1%, indicando um cenário semelhante ao de 2022.
Estratégias e desafios para o segundo turno
A campanha de Ivan Cepeda enfrenta o desafio de mobilizar eleitores descontentes com políticas conservadoras, assim como ocorreu com Petro em 2022. A estratégia inclui destacar as ligações de Espriella com políticas neoliberais, autoritárias e de alinhamento aos Estados Unidos, além de questões de corrupção. A possibilidade de aumento na participação eleitoral e a migração de votos da direita para a esquerda serão fatores cruciais para uma eventual virada no segundo turno.