Venezuela retoma voos comerciais em Caracas após terremotos históricos que deixaram 3.535 mortos
O governo interino da Venezuela anunciou a retomada 'em breve' dos voos comerciais em Caracas após duplo terremoto em 24 de junho, que causou 3.535 mortes e destruição generalizada. Equipes internacionais de resgate encerram operações, enquanto moradores enfrentam custos elevados para reparos em imóveis danificados. A economia do país, já fragilizada, sofre novo golpe com a crise humanitária.
Danos estruturais e impacto econômico
Os terremotos de magnitude 7,1 e 6,8 na escala Richter, registrados em 24 de junho, deixaram 3.535 mortos e 17.854 desabrigados, segundo dados oficiais. Em Caracas, os danos em imóveis obrigam moradores a arcar com reparos, apesar da hiperinflação e da crise econômica. Gaetano Tancredi, garçom de 80 anos, exemplifica a situação: ele precisa gastar entre US$ 7 mil e US$ 8 mil (R$ 38 mil a R$ 43 mil) para reforçar colunas e reparar paredes de seu apartamento. O custo da cesta básica mensal na Venezuela é estimado em US$ 770 (R$ 4,2 mil), equivalente a três vezes o salário médio do país.
Equipes internacionais encerram operações de resgate
Enquanto máquinas removem escombros em La Guaira, a região mais afetada, equipes internacionais de resgate preparam-se para deixar o país. Moradores, como Raul Alvarado, continuam buscas por vítimas com recursos próprios. O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, anunciou que os voos comerciais serão retomados 'em breve', mas não detalhou prazos ou condições para a normalização do aeroporto de Caracas.