Paramount Skydance defende fusão de US$ 111 bilhões com Warner Bros. Discovery e alega necessidade de competir com Netflix, Disney e Amazon
A Paramount Skydance argumenta que a fusão de US$ 111 bilhões com a Warner Bros. Discovery é essencial para injetar 'nova energia competitiva' no ecossistema de entretenimento, em vez de reduzir a concorrência. Em carta enviada ao procurador-geral da Califórnia, a empresa destacou que plataformas como Paramount+ e HBO Max não conseguiriam 'alcançar' gigantes como Netflix, Disney ou Amazon de forma independente. A transação enfrenta resistência regulatória e de acionistas.
Argumentos da Paramount Skydance para a fusão
Em carta assinada pelo diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, a empresa reforçou que a fusão com a Warner Bros. Discovery não reduzirá a concorrência, mas sim trará 'nova energia competitiva' ao mercado. Delrahim destacou que plataformas como Paramount+ e HBO Max, isoladamente, não teriam capacidade de competir com Netflix, Disney+ ou Amazon Prime Video. A fusão criaria uma entidade com escala suficiente para investir em conteúdo original e tecnologia, desafiando o domínio das gigantes do streaming.
Resistência regulatória e reações do mercado
A transação de US$ 111 bilhões enfrenta resistência de reguladores e acionistas. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e outros órgãos antitruste dos EUA questionam os impactos da fusão na concorrência. Além disso, acionistas da Warner Bros. Discovery expressaram preocupações com a diluição de valor e a governança da nova empresa. A Paramount Skydance, liderada por David Ellison, busca convencer autoridades de que a fusão é necessária para equilibrar o mercado, dominado por poucas plataformas.