EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas; Polícia Federal considera decisão 'equívoco técnico'
Os Estados Unidos classificaram as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão surpreendeu a Polícia Federal (PF) brasileira, que a considera um 'equívoco técnico'. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a medida não alterará os protocolos de combate ao crime organizado no Brasil, mas reconheceu preocupações com possíveis entraves burocráticos na cooperação internacional.
Reação da Polícia Federal
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou em entrevista ao Estúdio i que a classificação das facções PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA foi uma surpresa. Segundo ele, a decisão envolve questões técnicas e políticas, e a PF considera um equívoco equiparar crime organizado ao terrorismo. 'Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno; não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos', afirmou Rodrigues, garantindo que os procedimentos de atuação da PF permanecem inalterados. No entanto, ele destacou preocupações com possíveis complicações burocráticas na cooperação internacional, especialmente com a DEA, agência americana de combate ao narcotráfico.
Cooperação internacional e impactos
A Polícia Federal mantém cooperação com agências internacionais, como a DEA, para combater o crime organizado e o narcotráfico. Andrei Rodrigues ressaltou que, apesar da decisão americana, a PF continuará atuando da mesma forma no território brasileiro. 'Precisamos primeiro aguardar como os Estados Unidos vão trabalhar essa temática', disse, indicando que a PF monitorará os desdobramentos da classificação para avaliar possíveis impactos nas operações conjuntas.