Profissionais do Samu protestam em BH contra cortes e alertam para risco em atendimentos de urgência
Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram protesto em frente à Prefeitura de Belo Horizonte nesta quarta-feira (22) contra a não renovação de contratos e redução de equipes. A partir de maio, 34 profissionais terão seus contratos encerrados, e outros 21 estão de licença, totalizando uma redução de 55 pessoas, cerca de 8% do efetivo. A categoria alerta para a possível alteração na composição das equipes das ambulâncias de menor complexidade, que poderão operar com apenas um técnico de enfermagem e um motorista, em vez dos dois técnicos atuais.
Impacto dos cortes no atendimento
Os profissionais do Samu destacaram que a redução de equipes pode comprometer a qualidade e a segurança dos atendimentos de urgência em Belo Horizonte. Atualmente, o serviço conta com 21 unidades básicas para atender uma população de 2,5 milhões de habitantes, número considerado insuficiente pela categoria. A enfermeira Érika Santos afirmou que a redução de dois para um técnico de enfermagem por ambulância é inviável. "Não tem como um lugar onde dois técnicos de enfermagem fazem uma assistência a Prefeitura acreditar que com um é possível", declarou. O Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais também criticou a decisão, alertando para os riscos à população.
Posição da Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que os contratos dos 34 profissionais não serão renovados, mas não se pronunciou sobre os possíveis impactos no serviço. A administração municipal não detalhou se haverá medidas para mitigar os efeitos da redução de equipes, como a contratação de novos profissionais ou a redistribuição de recursos.