Ponte entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG) segue com problemas estruturais após decisão judicial
A ponte sobre o Rio Grande que conecta Rifaina (SP) e Sacramento (MG) permanece com irregularidades em sua estrutura, mesmo após determinação da Justiça Federal para que os estados realizem manutenção. Enquanto o lado paulista recebeu reparos, o trecho mineiro continua com buracos e instabilidade, gerando preocupação entre moradores e usuários frequentes.
Situação atual da ponte
A ponte que liga os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG) apresenta condições desiguais em sua manutenção. O lado paulista foi asfaltado e sinalizado, garantindo maior estabilidade para os veículos. No entanto, o trecho mineiro permanece em concreto, com buracos e irregularidades que comprometem a segurança dos usuários. Moradores relatam que a estrutura balança excessivamente quando caminhões passam, aumentando o risco de acidentes. "Os caminhões passam e a ponte balança muito, agora aqui tem muitos buracos, é perigoso cair mesmo", afirmou o aposentado Newton Rezende, que utiliza a via diariamente para pescar.
Respostas dos órgãos responsáveis
O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) informou que foi notificado sobre a decisão judicial e, desde 24 de março de 2026, executa serviços de manutenção no trecho sob sua responsabilidade. Já o DER-MG declarou que está avaliando as intervenções possíveis e elaborando um plano de ação de curto, médio e longo prazo. Segundo o órgão, as tratativas entre os dois estados estão avançadas, com previsão de que São Paulo assuma a responsabilidade por toda a estrutura da ponte.
Reações dos moradores
Usuários da ponte demonstram preocupação com a possibilidade de interdição devido à falta de manutenção adequada. "A gente pode ver que fizeram um manto de asfalto novo, sinalização nova e deu outra cara, com certeza o carro, quando passa em cima da ponte, tem mais estabilidade, mais segurança. Agora estamos pressionando o lado de Minas, não adianta ter só metade da ponte feita", destacou o empresário Dimitri Bottani. Luciene Aparecida, moradora de Sacramento que utiliza a ponte diariamente para ir à igreja em Rifaina, também expressou medo de uma eventual interdição por falta de obras.