Xi Jinping e Donald Trump discutem 'Armadilha de Tucídides' em encontro histórico e reacendem debate sobre guerra EUA-China
O presidente chinês Xi Jinping citou o historiador grego Tucídides durante encontro com Donald Trump, questionando se EUA e China podem evitar a 'Armadilha de Tucídides', teoria que sugere inevitabilidade de guerra entre potências estabelecidas e emergentes. Trump respondeu reconhecendo a referência à possível decadência dos EUA, enquanto especialistas alertam para riscos de interpretações históricas simplistas.
Origem e significado da 'Armadilha de Tucídides'
A expressão 'Armadilha de Tucídides' foi cunhada pelo cientista político Graham T. Allison em 2011, baseando-se na obra 'História da Guerra do Peloponeso', do historiador grego Tucídides (século V a.C.). Segundo Allison, a guerra entre Atenas e Esparta (431-404 a.C.) teria sido causada pelo medo espartano do crescimento do poder ateniense. Aplicada ao contexto atual, a teoria sugere que o conflito entre uma potência dominante (EUA) e uma emergente (China) seria inevitável. Xi Jinping já havia mencionado o conceito em 2013 e 2024, alertando para a necessidade de evitar esse cenário.
Reações e implicações geopolíticas
Durante o encontro de 2026, Donald Trump demonstrou compreender a referência de Xi Jinping, respondendo que o líder chinês havia 'elegantemente' descrito os EUA como uma 'nação em declínio'. A troca de farpas evidencia a tensão entre as duas maiores economias do mundo. Historiadores, como a especialista em Esparta citada na fonte, criticam a simplificação da teoria, argumentando que Tucídides não defendia a inevitabilidade da guerra, mas sim a complexidade das relações de poder. O debate reacende preocupações sobre um possível conflito militar, especialmente em meio a disputas comerciais, tecnológicas e territoriais no Indo-Pacífico.