Degelo do Ártico Acelera Liberação de Gases de Efeito Estufa, Alerta Estudo
Um estudo da Universidade de Leeds revela que o degelo do permafrost ártico torna o solo entre 25 e 100 vezes mais permeável, facilitando a liberação acelerada de gases de efeito estufa. O permafrost armazena cerca de 1.700 bilhões de toneladas de carbono, o que pode criar um ciclo de retroalimentação perigoso.
Permeabilidade do Solo Aumenta com Degelo do Permafrost
Pesquisadores da Universidade de Leeds publicaram um estudo na revista Earth's Future demonstrando que o degelo do permafrost, solo que permanece congelado por pelo menos dois anos consecutivos, aumenta drasticamente sua permeabilidade. O permafrost, composto por terra, pedras, areia e água congelada, armazena aproximadamente 1.700 bilhões de toneladas de carbono. Experimentos em laboratório indicaram que a maior alteração na permeabilidade ocorre na faixa de temperatura entre -5ºC e -1ºC, quando o solo amolece e se reorganiza, permitindo o fluxo de gases.
Ciclo de Retroalimentação e Risco Climático
O Ártico aquece quatro vezes mais rápido que o restante do planeta, o que intensifica o degelo. A liberação de dióxido de carbono e metano do permafrost pode criar um ciclo de retroalimentação, onde o calor acelera o degelo, que por sua vez libera mais gases que aceleram o efeito estufa. O professor Paul Glover, líder da equipe de pesquisadores, alertou que a liberação dessas enormes quantidades de carbono armazenadas representa um perigo real para o clima global.