PF realiza nova operação contra Cláudio Castro por aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF) pela segunda vez em menos de 15 dias. A operação investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
Contexto da operação
A operação, denominada 8ª fase da Compliance Zero, mira aplicações financeiras realizadas pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master. Segundo a PF, os recursos públicos foram destinados ao conglomerado de Daniel Vorcaro em diferentes modalidades de investimento. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou os mandados. A defesa de Cláudio Castro afirmou que ele acompanhava as buscas 'com serenidade'.
Primeira operação e investigações anteriores
Em 15 de maio, a PF já havia cumprido mandados na residência de Castro em outra operação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na ocasião, a investigação focava em supostas fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A PF suspeita que a empresa utilizou sua estrutura para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior, com possível favorecimento durante a gestão de Castro. A defesa do ex-governador declarou na época que ele estava 'à disposição da Justiça' e convicto de sua 'lisura'.
Implicações políticas
As operações ocorrem após a renúncia de Cláudio Castro ao governo do Rio de Janeiro, em março de 2026, antes da conclusão de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico. A nova fase da Compliance Zero reforça o escrutínio sobre movimentações financeiras envolvendo recursos públicos e instituições financeiras sob investigação.