Ataque a bomba no sudoeste da Colômbia deixa 14 mortos e 38 feridos em meio a escalada de violência
Um ataque com bomba no departamento de Cauca, Colômbia, resultou em ao menos 14 mortes e 38 feridos, incluindo cinco menores de idade. O atentado faz parte de uma série de ataques registrados desde sexta-feira (24/04) em regiões como Valle del Cauca e Cauca, atribuídos a grupos armados liderados por Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido como 'Marlon'. As autoridades classificam os ataques como 'terrorismo' e destacam a ofensiva contra civis e estruturas estratégicas.
Detalhes do ataque e vítimas
O atentado ocorreu neste sábado (25/04) no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia. Segundo o governador de Cauca, Octavio Guzmán, o ataque deixou 14 mortos e mais de 38 feridos, entre os quais cinco menores de idade. A explosão atingiu diversos veículos em uma estrada da região, enquanto outros ataques danificaram estruturas estratégicas, incluindo um radar aéreo em El Tambo, utilizado para controle de tráfego aéreo. Além de Cauca, ataques também foram registrados em localidades como El Túnel, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda.
Autoria e contexto da violência
As autoridades colombianas atribuem os ataques a Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido como 'Marlon', líder de uma facção dissidente do grupo armado Jaime Martínez. Marlon controla corredores estratégicos de narcotráfico que ligam o norte de Cauca a partes de Nariño e Valle del Cauca. Apesar de ter recebido anistia da Jurisdição Especial para a Paz (JEP) em 2017, ele retornou à luta armada em 2019. Entre os ataques atribuídos a ele estão o assassinato da candidata Karina García em 2019 e o sequestro de funcionários terceirizados do governo de Cauca em 2025. O presidente Gustavo Petro classificou os ataques como 'uma ofensiva direta contra a vida, contra um povo indefeso' e reforçou que o Estado não permitirá que grupos violentos continuem a impor medo.