Bill O’Reilly se oferece para mediar conflito entre Trump e Papa após postagem de IA gerada com imagem de Jesus
O ex-apresentador Bill O’Reilly anunciou disposição para mediar a polêmica entre Donald Trump e o Papa Leão XIV após o presidente dos EUA compartilhar uma imagem gerada por IA que o retratava como Jesus Cristo. O’Reilly criticou a cobertura da mídia, que classificou a postagem como 'desrespeitosa', e defendeu a compreensão de ambos os lados, destacando a postura pacifista do Papa e a reação de Trump às críticas.
Contexto da polêmica
A crise entre Donald Trump e o Papa Leão XIV teve início após o presidente dos Estados Unidos compartilhar, em sua rede social Truth Social, uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como Jesus Cristo. A postagem gerou reações imediatas, com veículos de comunicação como a CNN classificando o ato como 'desleixado e francamente desrespeitoso'. O Papa, por sua vez, não fez declarações públicas diretas sobre o caso, mas fontes do Vaticano indicaram que a imagem foi considerada ofensiva por muitos católicos.
Posição de Bill O’Reilly
Em um segmento exibido no sábado (18), Bill O’Reilly criticou a cobertura da mídia tradicional, que, segundo ele, tomou partido do Papa e condenou Trump de forma unilateral. O’Reilly afirmou que a postagem de Trump 'não foi ofensiva para mim, e sou católico e me considero uma pessoa de boa vontade'. Ele destacou que entende tanto a perspectiva do Papa, descrito como um pacifista que evita posicionamentos políticos, quanto a de Trump, que reagiu às críticas com ataques verbais ao pontífice. O’Reilly se ofereceu para mediar o conflito, afirmando: 'Posso ir a Roma e mediar os dois lados, porque entendo ambos'.
Críticas ao Papa e à mídia
O’Reilly questionou a postura do Papa Leão XIV, destacando que a Igreja Católica não se pronunciou sobre a repressão violenta do Irã contra manifestantes, que resultou em milhares de mortes semanas antes da polêmica. Ele argumentou que, enquanto o Papa é obrigado a promover a paz, sua omissão em casos como o do Irã levanta dúvidas sobre sua consistência. Além disso, O’Reilly citou comentaristas como Piers Morgan e Laura Ingraham, que defenderam o Papa, e um repórter do Vaticano, Christopher White, que classificou as declarações de Trump como ofensivas a católicos e 'pessoas de boa vontade'.