Blue Owl minimiza riscos de crise em software e destaca vantagem de crédito privado sobre ações
A Blue Owl, uma das principais gestoras de crédito privado, afirmou que os temores sobre uma crise no setor de software são mais relevantes para investidores em ações do que para credores como ela. A empresa registrou US$ 6,1 bilhões em captações institucionais no primeiro trimestre de 2026 e reforçou que sua estratégia de foco em dívida, e não em equity, mitiga riscos. Apesar de uma onda de resgates em veículos de investimento voltados para varejo, a Blue Owl mantém confiança na resiliência de seu portfólio de crédito.
Estratégia de crédito privado e exposição ao setor de software
Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, a Blue Owl destacou que sua exposição ao setor de software é intencional e estruturada para minimizar riscos. Marc Lipschultz, co-CEO da empresa, afirmou que os desafios enfrentados pelo setor na era da IA generativa são uma questão de equity, não de dívida. "Hoje, em grande parte, a questão em pauta é realmente uma questão de ações, não de dívida", disse Lipschultz. A Blue Owl não possui um braço de private equity fortemente investido em software, mas atua como uma das principais credoras do setor. Essa abordagem permite que a empresa priorize a diligência e a análise de crédito, garantindo que, em caso de inadimplência, os credores sejam pagos antes dos investidores em ações. Além disso, a Blue Owl pode assumir o controle de empresas em dificuldade, buscando extrair retornos adicionais.
Desempenho financeiro e resgates recordes
A Blue Owl registrou US$ 6,1 bilhões em captações institucionais no primeiro trimestre de 2026, demonstrando força em um ambiente desafiador para o crédito privado. No entanto, a empresa enfrentou um recorde de US$ 5,4 bilhões em solicitações de resgate em seus veículos de investimento voltados para o varejo, refletindo preocupações mais amplas do mercado. Apesar disso, a ação da Blue Owl subiu quase 10% após a divulgação dos resultados, impulsionada pela resiliência de seu portfólio de crédito, que não apresenta altas taxas de inadimplência. Lipschultz reforçou que os "manchetes são bem diferentes dos fatos subjacentes", destacando a estabilidade da carteira de crédito da empresa.