Estudo revela que frequentar museus e atividades culturais desacelera envelhecimento biológico
Pesquisa da University College London (UCL) aponta que participar de atividades culturais, como visitas a museus, exposições de arte e bibliotecas, pode estar associado a um envelhecimento biológico até 4% mais lento. O estudo analisou dados de mais de 3,5 mil adultos britânicos e utilizou modelos de relógios epigenéticos para medir o impacto dessas práticas na saúde.
Metodologia e resultados do estudo
Os pesquisadores da UCL avaliaram dados de saúde de 3.500 adultos no Reino Unido, utilizando sete modelos diferentes de relógios epigenéticos. Essas ferramentas estimam o ritmo do envelhecimento biológico com base em alterações na expressão gênica e nos impactos do estilo de vida. Participantes que frequentavam museus, bibliotecas, exposições de arte ou praticavam atividades como dança, pintura e canto ao menos uma vez por semana apresentaram um envelhecimento biológico 4% mais lento em um dos modelos analisados. O efeito foi comparado ao de praticar exercícios físicos regularmente.
Impacto em diferentes faixas etárias
Os resultados foram mais expressivos entre adultos de meia-idade. Além disso, a diversidade de atividades culturais esteve associada a indicadores melhores de saúde e envelhecimento. A epidemiologista Feifei Bu, autora sênior do estudo, destacou que essa é a primeira evidência científica ligando engajamento cultural a um ritmo mais lento de envelhecimento biológico, reforçando pesquisas anteriores sobre os benefícios dessas práticas na redução de estresse e inflamação.