Estreito de Ormuz Opera com Tráfego Reduzido a 10% Após Tensão EUA-Irã
O Estreito de Ormuz registra tráfego marítimo com menos de 10% do volume normal, com apenas seis navios passando na quinta-feira (9). O Irã, que inicialmente sinalizou reabertura após cessar-fogo mediado pelo Paquistão, voltou a fechar a via em resposta a bombardeios israelenses no Líbano. Donald Trump criticou a gestão iraniana e alertou sobre possíveis taxas a navios-tanque.
Restrições e Alertas no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz opera com tráfego significativamente reduzido, registrando menos de 10% do volume usual. Dados de rastreamento de navios indicam que apenas seis embarcações cruzaram a rota na quinta-feira (9), em contraste com a média de cerca de 140 navios. O Irã havia sinalizado a reabertura da via marítima estratégica, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente, como parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelo Paquistão. No entanto, o país voltou a fechar o estreito em resposta a bombardeios israelenses no Líbano. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o estreito estava aberto, mas com restrições de passagem, e alertou para o risco de minas navais na região. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou um mapa com rotas alternativas para evitar essas minas e informou que os navios devem coordenar suas ações com ela. Há relatos de que o Irã estaria cobrando taxas de navios-tanque, o que foi criticado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que afirmou que 'rapidamente veremos o petróleo voltar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã' e declarou que o Irã está fazendo um 'trabalho muito ruim' e 'desonroso' em sua gestão da passagem de petróleo.