Polícia Civil prende grupo acusado de agiotagem e terror psicológico com participação de PMs no Tocantins
Quatro suspeitos, incluindo dois policiais militares e um servidor do sistema prisional, foram presos preventivamente por associação criminosa armada, usura pecuniária e extorsão qualificada. As vítimas, uma idosa de 65 anos e seu filho de 45, sofreram ameaças e intimidações durante cobranças ilegais de dívidas em Palmas.
Operação policial e prisões
A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, na manhã de sexta-feira (24), mandados de prisão preventiva contra quatro suspeitos envolvidos em um esquema de agiotagem. Entre os detidos estão dois policiais militares, um servidor do sistema prisional e um homem apontado como agiota. O grupo é acusado de associação criminosa armada, usura pecuniária e extorsão qualificada, com práticas de terror psicológico contra as vítimas.
Ameaças e intimidação
Segundo a investigação, as vítimas — uma idosa de 65 anos e seu filho de 45 anos — relataram que os suspeitos chegaram armados ao mercado da família na região sul de Palmas em fevereiro de 2026. Um dos policiais militares teria levantado a roupa para exibir uma arma de fogo na cintura, em uma tentativa clara de intimidação. As cobranças ilegais de dívidas foram realizadas sob ameaças e coerção, caracterizando o crime de extorsão.
Respostas das corporações envolvidas
A Polícia Militar do Tocantins informou que abriu procedimentos administrativos para apurar as denúncias e reforçou sua política de tolerância zero com desvios de conduta. Os dois policiais militares citados foram afastados de suas funções e tiveram o armamento recolhido por determinação judicial. A Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) também se manifestou, afirmando que não compactua com desvios de conduta e já formalizou pedido de extinção imediata do contrato de prestação de serviços do servidor envolvido.