EUA acusam China de pressionar países africanos a bloquear viagem de presidente de Taiwan
Os Estados Unidos condenaram a pressão da China sobre países africanos para revogar autorizações de sobrevoo do presidente de Taiwan, Lai Ching-te. Seychelles, Maurício e Madagascar cancelaram unilateralmente as permissões, levando ao cancelamento da viagem de Lai a Eswatini, um dos últimos aliados diplomáticos de Taiwan. O Departamento de Estado dos EUA classificou a ação como um 'uso indevido do sistema internacional de aviação civil'.
Pressão diplomática e cancelamento da viagem
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, teve sua viagem a Eswatini cancelada após Seychelles, Maurício e Madagascar revogarem, a pedido da China, as autorizações de sobrevoo para a aeronave presidencial. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida representa uma interferência indevida na segurança e dignidade das viagens de autoridades taiwanesas. Pan Meng-an, secretário-geral do gabinete presidencial de Taiwan, afirmou que a decisão foi baseada em uma avaliação de segurança realizada pela equipe de segurança nacional.
Contexto das tensões entre China e Taiwan
A China, que considera Taiwan uma província rebelde, tem intensificado a pressão militar e diplomática sobre a ilha nos últimos anos. Ações como o deslocamento frequente de caças e navios de guerra próximo ao território taiwanês são comuns. A revogação das autorizações de sobrevoo ocorre em um momento de crescente tensão, com Pequim buscando isolar diplomaticamente Taiwan no cenário internacional.