Mais de 8 mil crianças desaparecidas em Gaza; Brasil registra quase 2,5 mil agressões virtuais diárias contra jornalistas
Um relatório do Centro Palestino para Pessoas Desaparecidas Forçosamente aponta que mais de 8 mil crianças palestinas estão desaparecidas em Gaza, com cerca de 2.700 sob escombros. Paralelamente, no Brasil, a Abert registrou aproximadamente 2,5 mil agressões virtuais diárias contra jornalistas em 2025, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.
Situação das Crianças em Gaza
Mais de 8 mil crianças palestinas estão desaparecidas na Faixa de Gaza. Deste total, aproximadamente 2.700 permanecem sob escombros em áreas atingidas por bombardeios israelenses. O Centro Palestino para Pessoas Desaparecidas Forçosamente alerta para o agravamento da crise humanitária entre a população infantil no território. O relatório indica que pelo menos 21.510 crianças foram mortas desde o início dos ataques israelenses, há cerca de 29 meses. A organização também identifica cerca de 200 casos de desaparecimentos sem qualquer informação sobre o paradeiro, levantando suspeitas de desaparecimentos forçados ou de que tenham sido alvo direto das forças israelenses. Muitos desaparecimentos ocorreram durante tentativas de acessar ajuda humanitária, buscar alimentos, recolher lenha ou retornar a casas destruídas. Testemunhos de pessoas detidas e libertadas indicam que crianças desaparecidas podem ter sido submetidas a abusos durante o período de detenção. A permanência de corpos sob os escombros é considerada uma grave violação da dignidade humana, aprofundando o sofrimento das famílias. O centro atribui a responsabilidade às forças de ocupação israelenses, afirmando que os números evidenciam violações ao direito internacional humanitário.
Agressões Virtuais a Jornalistas no Brasil
O Brasil registrou cerca de 900 mil ataques virtuais contra jornalistas em 2025, segundo relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Este número equivale a quase 2,5 mil agressões por dia e representa um crescimento de 35% em relação ao período anterior. Em 2024, o volume foi de cerca de 704 mil publicações, o menor desde o início da medição. No ano passado, o Brasil registrou 66 casos de violência não letal, envolvendo pelo menos 80 jornalistas e veículos de comunicação, com uma redução de 9,1% nos casos e 5% nos profissionais vítimas. A cada cinco dias, a imprensa sofreu algum tipo de violência. Agressões físicas foram a maioria (39% do total), com 26 casos registrados, um aumento de 11,5%. Homens foram as maiores vítimas, e profissionais de emissoras de TV foram o principal foco. Políticos e ocupantes de cargos públicos foram os principais autores, seguidos por torcedores ou integrantes de times de futebol. O levantamento também destacou o uso de inteligência artificial na construção de uma percepção negativa sobre a mídia profissional, com questionamentos frequentes sobre posicionamento ideológico e a decisão de veículos em enfatizar determinados assuntos.