EUA enfrentam desafio crescente com armas fabricadas em impressoras 3D, as 'ghost guns'
O aumento na produção de armas caseiras, conhecidas como 'ghost guns', tem gerado preocupação nos Estados Unidos. Essas armas, fabricadas com peças impressas em 3D, não possuem número de série e são difíceis de rastrear. Um ex-membro da Guarda Nacional chegou a produzir mais de 100 'switches', dispositivos que transformam armas semiautomáticas em automáticas, e enviá-los pelo correio.
Produção e distribuição de 'ghost guns'
Em 2024, o ex-membro da Guarda Nacional do Exército dos EUA, Andrew Scott Hastings, utilizou uma impressora 3D para fabricar peças de armas de fogo, incluindo receptores inferiores ('lower receivers') e mais de 100 'switches'. Esses dispositivos, quando acoplados a armas semiautomáticas, permitem disparos em modo automático. Hastings embalou e enviou as peças pelo correio, destacando a facilidade de produção e distribuição dessas armas, que não possuem registro ou número de série, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Riscos e implicações legais
As 'ghost guns' representam um desafio significativo para as autoridades americanas, pois sua fabricação e posse muitas vezes escapam às regulamentações tradicionais de controle de armas. A ausência de números de série impede a identificação da origem das armas, facilitando seu uso em atividades criminosas. Especialistas alertam para a necessidade de atualização das leis para coibir a produção e disseminação dessas armas caseiras.