Crianças são menos ativas que no passado e cientistas alertam para impactos na saúde física e cognitiva
Estudo global revela que crianças estão cada vez mais sedentárias, com aumento da obesidade infantil e redução da prática de esportes. Apenas 1 em cada 10 crianças e adolescentes atinge os 60 minutos diários de atividade física recomendados. Pesquisas apontam que a inatividade na infância pode afetar a saúde na vida adulta, incluindo menor atividade física, maior IMC e pior desempenho cognitivo.
Sedentarismo infantil e obesidade em alta
Em todo o mundo, crianças são menos ativas que no passado, segundo cientistas. A obesidade infantil atinge atualmente 1 em cada 10 crianças e adolescentes, impulsionada por fatores como aumento do sedentarismo, estresse, má alimentação e redução da prática esportiva. A recomendação global é de 60 minutos diários de atividade física, mas a maioria das crianças não cumpre essa meta.
Impactos de longo prazo na saúde
Estudos longitudinais demonstram que a falta de atividade física na infância está relacionada a menor atividade na idade adulta. Pesquisa com 712 veteranos da Segunda Guerra Mundial revelou que aqueles que praticaram esportes no ensino médio mantiveram melhores condições de saúde aos 70 anos, com menor necessidade de consultas médicas. Outros benefícios incluem menor índice de massa corporal (IMC), melhor saúde mental e desempenho cognitivo superior.
Benefícios cognitivos e educacionais
Além dos ganhos físicos, o exercício na infância está associado a melhores resultados educacionais e cognitivos. Crianças ativas tendem a apresentar maior concentração, memória e habilidades de resolução de problemas, reforçando a importância de políticas públicas e iniciativas familiares para incentivar a prática esportiva desde cedo.