Hezbollah lança operação militar contra Israel após 220 violações de cessar-fogo
O grupo libanês Hezbollah anunciou uma operação militar contra alvos israelenses em Kfar Giladi, em resposta a 220 violações documentadas do cessar-fogo por parte de Israel. A ação foi motivada por bombardeios recentes no sul do Líbano, incluindo ataques a civis e infraestruturas. O Hezbollah reforçou seu direito de resistir à ocupação e deter avanços israelenses na região.
Contexto e motivações da operação
O Hezbollah justificou a operação militar como uma retaliação direta a um bombardeio israelense contra a cidade de Yahmor Al Shaqif, no sul do Líbano, além de outros ataques que resultaram em assassinatos de civis e destruição de casas e pontes. Segundo o grupo, as ações israelenses visam deslocar à força a população local e ocupar a área. Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 17 de abril, foram registradas 220 violações por parte de Israel, incluindo 52 ataques de artilharia, 15 incidentes com metralhadoras e sete atentados a bomba.
Reações e desdobramentos
A mídia israelense confirmou dois incidentes na fronteira norte: o lançamento de foguetes contra forças israelenses e o envio de um drone, interceptado antes de cruzar a fronteira. O Hezbollah, por meio de seu secretário-geral Sheikh Naim Qassem, reiterou que suas ações são baseadas no direito de resistir à ocupação e deter o avanço israelense. O grupo destacou que sua paciência não é infinita e que responderá a qualquer violação do acordo de cessar-fogo.