Reino Unido aprova lei histórica que proíbe venda de cigarros para nascidos a partir de 2009
O Parlamento do Reino Unido aprovou uma lei que proíbe a venda de tabaco para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. A medida, que aguarda sanção do Rei Charles III, visa criar a primeira 'geração livre do fumo' e reduzir os impactos econômicos e de saúde causados pelo tabagismo. A legislação também regulamenta o uso de vapes e proíbe seu consumo em áreas frequentadas por crianças.
Detalhes da nova legislação
A lei aprovada na terça-feira (21) estabelece uma barreira geracional: indivíduos com 17 anos ou menos hoje não poderão comprar cigarros legalmente no Reino Unido, mesmo após atingirem a maioridade. Além do tabaco tradicional, o governo terá poderes para regular dispositivos de vape, incluindo restrições a sabores, embalagens e formas de exibição, com o objetivo de reduzir seu apelo entre jovens. A medida entrará em vigor na próxima semana.
Impacto na saúde e economia
O tabagismo é responsável por 64 mil mortes anuais e 400 mil internações na Inglaterra, sobrecarregando o sistema público de saúde (NHS) com um custo de £3 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões). O impacto econômico total, incluindo perda de produtividade, é estimado entre £21,3 bilhões e £27,6 bilhões (R$ 143 bilhões e R$ 185 bilhões). O Secretário de Saúde, Wes Streeting, destacou que a prevenção é essencial para evitar custos humanos e financeiros.
Restrições adicionais e exceções
A legislação endurece regras em espaços coletivos, proibindo o uso de vapes em carros com crianças, parques infantis, arredores de escolas e hospitais. No entanto, a lei não se aplica a residências, jardins de pubs e praias, preservando a autonomia individual fora dessas áreas. O Reino Unido segue o exemplo das Maldivas, que já adotou restrições similares para nascidos após 2007.