Justiça nega exame de insanidade mental para suspeito de feminicídio em Belo Horizonte
A Justiça de Belo Horizonte negou pedido da defesa para realizar exame de insanidade mental em André Júnio Silva de Carvalho, de 24 anos, investigado pelo assassinato da namorada, Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos. A decisão foi baseada na ausência de evidências que justificassem a avaliação psiquiátrica.
Decisão judicial e argumentos da defesa
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, negou o pedido da defesa de André Júnio Silva de Carvalho para que ele fosse submetido a um exame de insanidade mental. A magistrada afirmou que não havia 'dúvida razoável' sobre a saúde mental do investigado até o momento. A defesa alegou comportamento atípico, como isolamento social, falta de residência fixa e consumo frequente de drogas psicotrópicas, mas não apresentou prontuário médico ou documentação que comprovasse comprometimento psíquico.
Investigação e próximos passos
O Ministério Público também se posicionou contra o pedido de exame de insanidade. A juíza destacou que, segundo os elementos reunidos, André era capaz de compreender o caráter criminoso de seus atos no momento do crime. A defesa solicitou ainda outras diligências, como exames toxicológicos e reprodução simulada dos fatos, mas a Justiça negou os pedidos, afirmando que cabe à Polícia Civil avaliar a necessidade das medidas. A decisão ressalva que o exame poderá ser reavaliado caso surjam novas evidências.