Live Nation e Ticketmaster declaradas monopólio ilegal em veredicto histórico
Um júri federal determinou que a Live Nation, proprietária da Ticketmaster, operou ilegalmente como um monopólio, sufocando a concorrência e resultando em preços de ingressos mais altos e serviço ao cliente inferior. A empresa enfrenta possíveis sanções financeiras e a possibilidade de ser forçada a se separar da Ticketmaster.
Veredicto do Júri e Implicações
Após um julgamento de sete semanas, um júri decidiu que a fusão da Live Nation com a Ticketmaster em 2010 operou como um monopólio ilegal. A decisão, que durou quatro dias de deliberações, concluiu que a empresa sufocou a concorrência, levando a preços de ingressos mais altos e a um serviço ao cliente inferior. A Live Nation, controlando mais de 80% das vendas de ingressos de música ao vivo nos EUA desde a fusão, foi acusada pelo Departamento de Justiça de usar sua posição de monopólio para aumentar indevidamente preços e taxas para consumidores. A empresa declarou que o veredicto 'não é a última palavra sobre o assunto'.
Possíveis Sanções e Acusações Adicionais
As sanções que o Departamento de Justiça imporá à Live Nation permanecem incertas. A empresa pode ser obrigada a se separar da Ticketmaster, abrindo caminho para vendedores menores de ingressos, potencialmente diminuindo os preços e aumentando a capacidade de artistas emergentes de reservar locais. O júri também constatou que a Ticketmaster cobrou indevidamente $1.72 por ingresso dos clientes. No entanto, a Live Nation solicitou que a corte rejeite o testemunho que informa esses cálculos. Senadores dos EUA alegaram que o acordo de liquidação feito em março com o Departamento de Justiça ocorreu sob 'circunstâncias suspeitas' e foi influenciado por 'pressão política em vez do interesse público'.