Irã e Paquistão intensificam negociações para fim da guerra com mediação e alertas dos EUA
O Irã e o Paquistão realizaram reuniões de alto nível em Teerã para discutir o fim do conflito no Oriente Médio, com a mediação paquistanesa entre Irã e Estados Unidos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, alertou que uma retomada da guerra pelos EUA teria consequências 'devastadoras'. Os EUA rejeitaram uma proposta iraniana de paz, enquanto o Irã reforça sua capacidade militar e ameaça retaliar caso o cessar-fogo seja rompido.
Reuniões diplomáticas e mediação paquistanesa
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, reuniram-se com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, em Teerã no dia 22 de maio de 2026. O Paquistão atua como intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens e mediando encontros. Uma equipe de negociação do Catar também chegou a Teerã para coordenar esforços com os EUA, segundo fontes da Reuters.
Rejeição dos EUA e ameaças de retomada do conflito
Em 18 de maio de 2026, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta de paz apresentada pelo Irã, entregue por um mediador paquistanês. O governo de Donald Trump considerou os termos insuficientes. Trump ameaçou retomar ataques ao Irã e cancelar o cessar-fogo caso as negociações fracassem ou o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã lançou uma campanha para armar sua população e alertou que uma nova guerra teria consequências 'mais devastadoras e amargas'.