Procurador-geral da Bolívia emite mandado de prisão contra líder da Central Operária Boliviana em meio a crise política
O Ministério Público da Bolívia emitiu um mandado de prisão contra Mario Argollo, secretário-executivo da Central Operária Boliviana (COB), acusado de incitação pública ao crime, terrorismo e outros delitos. Argollo é uma figura central nos protestos antineoliberais que ocorrem no país, exigindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz. A COB denunciou perseguição judicial e violência policial contra manifestantes.
Contexto dos protestos e acusações
Mario Argollo, secretário-executivo da Central Operária Boliviana (COB), tornou-se alvo de um mandado de prisão emitido pelo Ministério Público da Bolívia na segunda-feira (18/05). Argollo é acusado de incitação pública ao crime, terrorismo e outros delitos, em meio a uma onda de protestos que reúne professores, agricultores, mineiros e trabalhadores do transporte. As manifestações, que já duram semanas, têm como uma das principais reivindicações a renúncia do presidente de direita Rodrigo Paz. O procurador-geral Roger Mariaca detalhou as acusações contra Argollo, enquanto a COB denunciou perseguição política e violência policial contra os manifestantes.
Reações e denúncias da COB
A Central Operária Boliviana (COB) reagiu às acusações e ao mandado de prisão contra Mario Argollo com uma nota pública, classificando as ações como uma campanha de perseguição criminal e judicial. Argollo afirmou que os processos legais não interromperão as mobilizações, que, segundo ele, visam defender a economia familiar e os recursos naturais contra as políticas do governo central. 'Eles não vão nos derrotar na luta que empreendemos; estão tentando nos silenciar como líderes com ações populares e processos criminais', declarou o líder sindical. A COB também denunciou que, enquanto a população protesta nas ruas, as Forças Armadas e a polícia são abastecidas com gás lacrimogêneo por aeronaves Hércules, reforçando a militarização da resposta governamental.