Delegado acusado de tentativa de homicídio em Fernando de Noronha vai a júri popular
A Justiça de Pernambuco decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, acusado de tentativa de homicídio contra o ambulante Emmanuel Apory em Fernando de Noronha. O crime ocorreu em maio de 2025 durante um evento de samba, quando o delegado atirou na vítima, que precisou amputar a perna. O réu responde em liberdade, mas está proibido de exercer atividades de campo e portar armas.
Contexto do crime
O caso aconteceu em maio de 2025, durante um evento de samba no Forte dos Remédios, em Fernando de Noronha. Segundo a investigação, o delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz teria atirado em Emmanuel Apory por ciúmes da namorada. A vítima foi atingida por um disparo e precisou amputar a perna. O delegado responde ao processo em liberdade, mas com restrições, como a proibição de realizar atividades externas, plantões e investigações, além da suspensão do porte de arma de fogo.
Decisão judicial e restrições
O juiz Rogério Lins assinou a decisão que determina o julgamento pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (27). Embora o delegado tenha sido autorizado a retornar ao trabalho, ele só poderá exercer funções administrativas internas na Secretaria de Defesa Social (SDS). A Justiça manteve a suspensão do porte e da posse de arma de fogo, além do recolhimento da arma oficial, devido à gravidade do caso e à pendência do julgamento.
Reações das partes envolvidas
O advogado de Emmanuel Apory, Anderson Flexa, manifestou satisfação com a decisão. 'Lutamos para que o delegado seja julgado pelo Tribunal do Júri pela tentativa de assassinato. Agora, os jurados vão avaliar a conduta do policial, acusado de atirar em um morador da ilha e não prestar socorro. Queremos justiça para Emmanuel', declarou. A defesa do delegado, representada pelos advogados José Augusto Branco e Hélcio França, não se manifestou publicamente sobre a decisão.