Julgamento de PMs acusados de matar guarda civil por engano em Piracicaba é marcado para 2 de setembro
A Justiça de Piracicaba (SP) marcou para 2 de setembro de 2026 o julgamento dos policiais militares João Paulo Polizel e Luiz Henrique Ferreira de Sousa, acusados de matar o guarda civil municipal Antônio Márcio Costa Oliveira, de 45 anos, durante uma operação em janeiro de 2025. O Ministério Público pediu equipamentos audiovisuais para apresentação de provas, incluindo vídeos e fotos, aos jurados. A defesa dos réus afirmou confiar na absolvição.
Contexto do caso
Em 22 de janeiro de 2025, os policiais militares João Paulo Polizel e Luiz Henrique Ferreira de Sousa participavam de uma operação para prender suspeitos de furto em uma residência no centro de Piracicaba. Durante a perseguição, um dos suspeitos entrou em uma clínica de oftalmologia na Avenida Independência. Os PMs, ao avistarem um homem armado no teto do local, abriram fogo, atingindo Antônio Márcio Costa Oliveira, guarda municipal de Iracemápolis que trabalhava como segurança da clínica naquele dia. Oliveira foi confundido com o suspeito e morreu no local.
Detalhes do julgamento
O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou a data do júri popular, que terá início às 9h do dia 2 de setembro de 2026. O Ministério Público solicitou à Justiça a disponibilização de equipamentos audiovisuais, como projetor e caixas de som, para exibir provas documentais, fotos e vídeos durante a sessão. A defesa dos policiais militares, representada pelos advogados Alexandre Guerreiro e Washington Bezerra, declarou confiar na inocência dos réus e no julgamento justo pelo povo de Piracicaba.
Repercussão e investigação
O caso gerou comoção na região e levantou debates sobre protocolos de abordagem policial. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que os PMs dispararam contra Oliveira. Após a ocorrência, os policiais foram presos, mas liberados em audiência de custódia. A Polícia Militar informou que o furto na residência ocorreu próximo ao Teatro Municipal Dr. Losso Netto e que os suspeitos fugiram ao perceberem a presença policial.