EUA acusam Raúl Castro por derrubada de aviões em 1996; Cuba classifica ação como 'justificativa para agressão militar'
O governo dos Estados Unidos formalizou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro Ruz, incluindo homicídio e destruição de aeronaves, relacionadas à derrubada de dois aviões da organização 'Irmãos ao Resgate' em 1996. Cuba rejeita as acusações, chamando-as de 'ação política sem fundamento jurídico' e alega legítima defesa dentro de suas águas jurisdicionais. O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou a manipulação de fatos históricos pelos EUA para justificar possíveis agressões militares.
Acusações e reações
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Raúl Castro Ruz de quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave, vinculadas à derrubada de duas aeronaves da organização 'Irmãos ao Resgate' em 24 de fevereiro de 1996, resultando na morte de quatro pilotos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou as acusações como uma 'ação política' sem base legal, destinada a 'justificar uma agressão militar a Cuba'. Díaz-Canel afirmou que o Estado cubano agiu em legítima defesa dentro de suas águas jurisdicionais após sucessivas violações de seu espaço aéreo por terroristas, alertadas previamente às autoridades norte-americanas.
Contexto histórico e posicionamento cubano
Cuba sustenta que as aeronaves derrubadas violavam repetidamente seu espaço aéreo, apesar de mais de uma dezena de advertências enviadas ao governo dos EUA. O presidente Díaz-Canel destacou que as acusações fazem parte de um 'dossiê fabricado' para sustentar ações hostis contra a ilha. Ele também criticou as 'execuções extrajudiciais' realizadas pelas forças militares norte-americanas em outras regiões, contrastando com a postura cubana de defesa de sua soberania. O episódio de 1996 é descrito por Cuba como uma resposta necessária a provocações terroristas, enquanto os EUA alegam que as ações foram deliberadas e criminosas.