Irã defende mecanismos de segurança coletiva no Oriente Médio sem intervenção dos EUA
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, defendeu a criação de mecanismos de segurança coletiva na região do Oriente Médio sem a participação dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, em Mascate. Araghchi criticou a presença militar dos EUA, alegando que gera insegurança e divisão. O sultão de Omã expressou condolências pela morte do aiatolá Ali Khamenei e outros líderes iranianos, pedindo o fim da guerra e a restauração da estabilidade regional.
Contexto das declarações
Durante visita a Omã, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reforçou a posição do Irã de que a segurança no Oriente Médio deve ser garantida por mecanismos regionais, excluindo a participação dos Estados Unidos. Araghchi afirmou que a presença militar americana na região, especialmente durante a guerra imposta ao Irã, resultou em insegurança e divisão entre os países. O encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, também abordou a situação de instabilidade na região, com o líder omani expressando condolências pelas mortes recentes de líderes iranianos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, e pedindo o fim imediato do conflito.
Negociações paralisadas
Antes de chegar a Omã, Araghchi visitou Islamabad, no Paquistão, onde apresentou a posição iraniana sobre o cessar-fogo e o fim da guerra. Segundo comunicado divulgado no Telegram, o chanceler explicou as 'posições fundamentais' do Irã em relação aos últimos desenvolvimentos. No entanto, as negociações entre Irã e EUA estão paralisadas, com a segunda rodada de conversas em Islamabad sendo cancelada duas vezes. Araghchi questionou o comprometimento dos EUA com a diplomacia, destacando a incerteza sobre o futuro das negociações.