Kingsway em Nova Orleans celebra Dia Internacional do Vodou com ritmos afro-caribenhos e tradição histórica
A histórica residência Kingsway, antiga sede do estúdio de gravação do produtor Daniel Lanois, abriu suas portas para uma celebração prévia do terceiro Dia Internacional do Vodou em Nova Orleans. O evento reuniu sacerdotes, sacerdotisas e músicos de países como Haiti, Benin, Cuba e Congo, além de artistas locais, para performances de canções tradicionais do Vodou. A casa, construída em 1848, é conhecida por sua acústica única e por ter sido palco de gravações de artistas como Bob Dylan, U2 e R.E.M.
Kingsway: Um marco histórico e musical
Localizada no French Quarter de Nova Orleans, a Kingsway é uma residência construída em 1848 que se tornou um estúdio de gravação icônico sob o comando do produtor Daniel Lanois nas décadas de 1980 e 1990. Artistas como Bob Dylan, U2, R.E.M. e Emmylou Harris gravaram ali, aproveitando a acústica única do espaço. Embora não funcione mais como estúdio, a casa mantém sua conexão com a música e a cultura, especialmente durante eventos como o Dia Internacional do Vodou. O proprietário atual, Sean Cummings, é um entusiasta da música e da cultura local, e abriu as portas da Kingsway para uma celebração que antecedeu o evento oficial.
Celebração do Vodou com performances tradicionais
Na noite anterior ao terceiro Dia Internacional do Vodou, a Kingsway recebeu sacerdotes, sacerdotisas e músicos de diversas origens, incluindo Haiti, Benin, Cuba, Congo, Martinica, Angola, Gana e Nova Orleans. Entre as performances destacadas, estiveram Mami Moun, uma Manbo Asogwe (alta sacerdotisa) e cantora poderosa, e Malou Beauvoir, cantora e compositora haitiano-americana. Elas apresentaram canções tradicionais do Vodou, acompanhadas pelo baterista local Andrew Wiseman. As músicas do Vodou têm como objetivo invocar os Lwa (ou Ioa), espíritos que auxiliam os humanos em suas vidas cotidianas. A acústica da Kingsway potencializou a experiência, criando uma atmosfera única para os participantes.