Irã e EUA avançam em negociações de paz no Catar, mas divergências persistem sobre Estreito de Ormuz e programa nuclear
Autoridades iranianas chegaram ao Catar para negociar um acordo de paz com os Estados Unidos, mediado pelo Paquistão, após meses de conflito que afetou o mercado global de energia. O Irã considera baixa a possibilidade de retomada da guerra, mas mantém postura firme em pontos críticos como o fechamento do Estreito de Ormuz e seu programa nuclear. EUA e Israel são acusados de buscar a fragmentação do Irã.
Contexto do conflito e negociações
O conflito entre Irã e EUA teve início em fevereiro de 2026, com ataques mútuos que se expandiram para múltiplas frentes no Oriente Médio, impactando diretamente o mercado global de energia. Desde abril, um cessar-fogo temporário está em vigor, mas violações recentes, como ataques americanos, aumentaram as tensões. As negociações, mediadas pelo Paquistão, ocorrem no Catar, com autoridades iranianas destacando que a possibilidade de retomada das hostilidades é considerada 'pouco provável' devido à suposta 'fraqueza do inimigo'. No entanto, o vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohamad Akbarzadeh, alertou que o Irã está preparado para transformar áreas costeiras, como Chabahar e Mahshahr, em 'cemitérios para os agressores' caso os ataques persistam.
Pontos de divergência nas negociações
As principais divergências entre Irã e EUA giram em torno do controle do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o comércio internacional de petróleo e gás, atualmente fechada pelo Irã, e do programa nuclear iraniano. O Ministério da Inteligência do Irã acusou os EUA e Israel de buscarem a 'derrubada e fragmentação' da República Islâmica por meio de 'outros meios', sugerindo que as negociações enfrentam obstáculos significativos. Nenhuma das partes demonstrou disposição para ceder nesses pontos, o que mantém o impasse diplomático.
Postura militar e declarações iranianas
O Irã reforçou sua postura militar durante as negociações, com declarações públicas de prontidão para retaliar qualquer agressão. Akbarzadeh afirmou que as Forças Armadas iranianas estão 'em alerta, com os carregadores cheios', sinalizando disposição para um confronto caso as negociações falhem. A Guarda Revolucionária Islâmica também destacou que o país está preparado para defender suas fronteiras e interesses estratégicos, incluindo o Estreito de Ormuz, que permanece fechado desde o início do conflito.