Lula reúne ministros em meio a ofensiva dos EUA contra produtos brasileiros e classificação de facções como terroristas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza nesta quarta-feira (3) a segunda reunião ministerial de 2026 para discutir medidas contra a proposta dos EUA de impor tarifas de 25% a produtos brasileiros e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras. O encontro também abordará temas eleitorais, como a indicação de Jorge Messias ao STF e o fim da jornada de trabalho 6x1.
Contexto da reunião ministerial
A reunião ministerial liderada por Lula ocorre após uma série de ofensivas dos Estados Unidos contra o Brasil. Este é o primeiro encontro coletivo desde as trocas na Esplanada dos Ministérios em abril, motivadas pelo prazo de desincompatibilização para cargos eletivos. Ao todo, 18 ministérios tiveram troca de titulares. O último encontro nesse formato aconteceu no fim de março de 2026.
Tarifas de 25% propostas pelos EUA
Os Estados Unidos concluíram uma investigação acusando o Brasil de práticas comerciais que 'oneram ou restringem' o comércio bilateral. Entre os pontos citados estão o sistema PIX, desmatamento ilegal, pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Como resultado, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções para produtos estratégicos como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras. A medida ainda não está em vigor e depende de consultas públicas e conclusão formal da investigação.
Classificação de facções como terroristas
Além das tarifas, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação de facções criminosas brasileiras, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho, como organizações terroristas estrangeiras. A decisão gerou reações no Brasil, com a Polícia Federal considerando a medida um 'equívoco técnico'. O tema será discutido na reunião ministerial, junto a outros assuntos eleitorais, como a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o fim da jornada de trabalho com escala 6x1.