Médica renomada critica uso excessivo de rastreadores de saúde e defende foco em passos diários
A neurologista Suzanne O'Sullivan, com 30 anos de experiência clínica, afirma que rastreadores de saúde como smartwatches e anéis não valem o investimento para pessoas saudáveis. Ela destaca que apenas o monitoramento de passos diários é útil, enquanto métricas como frequência cardíaca e sono podem gerar estresse desnecessário. O'Sullivan recomenda ouvir os sinais do corpo em vez de depender de dados de dispositivos.
Passos diários: a exceção entre as métricas de saúde
A Dra. Suzanne O'Sullivan, neurologista consultora do National Hospital for Neurology and Neurosurgery em Londres, afirmou em entrevista ao podcast *Intelligence Squared* que, embora não utilize rastreadores de fitness, é obcecada por monitorar seus passos diários. Segundo ela, essa métrica é a única que realmente incentiva a manter um nível básico de atividade física diária. 'Escolha sabiamente o que monitorar', recomendou, destacando que outras métricas podem ser desnecessárias para pessoas saudáveis.
Riscos do monitoramento excessivo de métricas corporais
O'Sullivan alertou que o monitoramento constante de processos corporais automáticos, como frequência cardíaca, sono e digestão, pode ser prejudicial. Ela explicou que esses processos variam naturalmente — como o aumento da frequência cardíaca ao subir escadas ou a movimentação intestinal após uma refeição — e que a interpretação desses dados sem orientação médica pode causar confusão e ansiedade. 'Esses processos acontecem em um nível que não percebemos quando estamos saudáveis. E essa é a melhor forma de eles ocorrerem', afirmou.
Foco no bem-estar subjetivo em vez de dados
A médica defendeu que as pessoas devem priorizar como se sentem, em vez de confiar cegamente nos dados dos rastreadores. Ela exemplificou: 'Não se preocupe com quantas horas você dormiu. Se acordar revigorado e conseguir passar o dia sem precisar de uma soneca, então dormiu o suficiente'. O'Sullivan enfatizou que a saúde não deve ser reduzida a números, mas sim a uma percepção consciente do próprio corpo e a consultas médicas quando necessário.