Movimentos pressionam Congresso pelo fim imediato da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho
Organizações sindicais, movimentos populares e centrais como Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam mobilizações neste domingo (24/05) em São Paulo e na próxima terça-feira (27/05) em Brasília para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação imediata do fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O relator da proposta, deputado Léo Prates, enfrenta críticas por defender uma transição gradual de até cinco anos.
Mobilizações e pressão política
Neste domingo (24/05), ocorre o Dia Nacional de Lutas pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial em São Paulo. A mobilização visa pressionar o Congresso Nacional pela aprovação imediata da proposta. Na terça-feira (27/05), a Jornada de Mobilização e Acompanhamento da Votação será realizada em Brasília e em diversos estados, com atividades como pressão sobre parlamentares, acompanhamento da tramitação e vigílias durante a votação. Os movimentos buscam aprovar o projeto ainda em maio, apesar da resistência de setores empresariais e parlamentares da oposição, que defendem uma transição gradual.
Críticas ao relator e defesa da implementação imediata
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, junto às centrais sindicais e o movimento VAT (Vida Além do Trabalho), criticaram o relator da PEC, deputado Léo Prates, por propor uma transição gradual de até cinco anos para a redução da jornada para 40 horas semanais. Em nota publicada em 18/05, as organizações defenderam a implementação imediata, argumentando que os trabalhadores já enfrentam jornadas exaustivas e têm direito a dois dias de descanso semanais para atividades pessoais, familiares e sociais. As entidades reforçam que a mudança não deve ser postergada.