EUA monitoram delegação do Irã na Copa do Mundo 2026 para evitar infiltração da Guarda Revolucionária
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo americano não permitirá a infiltração de membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na delegação iraniana durante a Copa do Mundo 2026. Apesar da guerra entre EUA, Israel e Irã, a participação da seleção iraniana no torneio foi autorizada, mas com vigilância rigorosa sobre a composição da comitiva. Dois ex-integrantes da IRGC, incluindo o atacante Mehdi Taremi, já serviram ao grupo militar.
Vigilância sobre a delegação iraniana
Durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Marco Rubio declarou que os Estados Unidos monitorarão de perto a delegação do Irã para a Copa do Mundo 2026. O objetivo é evitar que indivíduos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) se infiltrem na comitiva sob o pretexto de participação esportiva. Rubio destacou que não há restrições à entrada da seleção iraniana, mas ressaltou que membros da IRGC não serão tolerados. A seleção do Irã disputará partidas nos EUA, mas ficará sediada no México durante o torneio.
Jogadores com histórico na Guarda Revolucionária
A participação do Irã na Copa do Mundo 2026 incluiu exigências específicas, como a concessão de vistos para dois ex-integrantes da IRGC. O atacante Mehdi Taremi, principal esperança de gols da seleção, serviu na Marinha da Guarda Revolucionária entre 2010 e 2012. O defensor Ehsan Hajsafi também cumpriu serviço militar obrigatório no grupo. Embora jogadores possam obter isenções esportivas ao ingressar em times afiliados às forças militares, Taremi e Hajsafi cumpriram seus deveres diretamente na IRGC.